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Como a Zenplifique foi criada – S01E02

Continuando o post anterior…

Essa faculdade abriu muito a minha cabeça. Vi os vários lados que uma história pode ter, e comecei a questionar mais ainda. Durante o curso conheci duas pessoas vegetarianas, que me falaram sobre o vegetarianismo e eu achei interessante. Eu já tinha feito as pazes com os animais e pensei que estava na hora de levar um passo adiante. Eu e meu marido estávamos morando juntos nessa época e tínhamos 3 gatos. Foi então que resolvi assistir em sequência os vários documentários sobre vegetarianismo que me passaram. Foi num domingo. Fiquei impressionada com tudo que assisti. Na segunda-feira já não consegui comer mais nenhuma carne e agora faz quase 5 anos que parei com as carnes. Mas infelizmente ainda não tirei ovo e derivados de leite, que espero fazer algum dia.

O interessante é que o Vegetarianismo me levou para um novo mundo sobre consciência ambiental. O primeiro vídeo que vi, não tinha nenhuma imagem horrenda de abatedouros, nada que fosse chocante, mas tinha muita estatística e dados interessantes: Quantos bois, vacas, galinhas, peixes eram mortos por hora; quantos litros de água são necessários para fazer um 1kg de bife. Quanto desmatamento é necessário para que possamos continuar com a pecuária. Quantos milhões de grãos são necessários na pecuária e quantas pessoas que morrem de fome poderiam ser alimentadas ao invés de bois criados apenas para morrer para que pessoas mais ricas possam comê-los. E até sobre o efeito estufa e a flatulência das vacas.

Era muita informação. Depois que você sabe de tudo isso (e mais), ou você toma ação, ou você aceita que é responsável e vive com isso. Eu simplesmente não queria fazer mais parte disso. E isso me levou a pensar mais consciente sobre as compras que fazia. Parei de comprar marcas de maquiagem e higiene que faziam teste em animais. Parei de comprar qualquer peça que fosse de couro. Parei com muita coisa, mas é um processo de melhoria continua, como dizem nas multinacionais, e ainda tem espaço para mais mudanças nos meus hábitos.

Depois do vegetarianismo, fui em busca de documentários em outras áreas. Alguns vi durante a faculdade e me despertou o interesse de conhecer mais. Um que me deixou muito intrigada chama-se “The True Cost”, e fala sobre a indústria da moda, principalmente a Fast Fashion e como ela é destrutiva para o meio-ambiente, além de se utilizar de mão-de-obra com condições análogas a escravidão. Comecei a repensar meu guarda-roupas, conheci o conceito de guarda-roupa cápsula que é outra coisa interessante. Nunca fui muito ligada em comprar roupas, mas agora pensava duas vezes antes de comprar. Zara estava fora de questão, nunca mais entrei em uma loja deles, e conforme fui descobrindo sobre outras empresas que se utilizavam dessa mão-de-obra escrava ou infantil, deixava de comprar.

Quando engravidei fui procurar saber sobre as fraldas. Descobri que cada bebê usa em média 5bmil fraldas durante sua vida, e cada fralda leva cerca de 500 anos para se decompor. Resolvi comprar as fraldas de pano modernas. Um ótimo negócio para o meio-ambiente e para o bolso. Lavou está novo, pode usar no segundo e terceiro filho. Pode passar para frente depois para que outros bebês a utilizem, pois é como uma roupa. E dá para higienizar mesmo. Ecologicamente correto, não tem que gastar todo mês com fralda. Uma maravilha. Infelizmente eu não consegui utilizar muito tempo com a Íris, acabei desistindo. Se pudesse tentaria novamente. Mas essa é uma outra história.

(continua…)

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