minimalismo e autoconhecimento
Minimalismo

Minimalismo: A mais nova ferramenta de autoconhecimento

Minimalismo: A mais nova ferramenta de autoconhecimento

O que é esse tal de minimalismo?

Se você já viu o documentário da Netflix intitulado “Minimalismo” deve ter uma ideia do que esse é esse conceito hyppe do momento. E se você ainda não assistiu, não tem problema, irei falar sobre isso nesse post, e também sobre como eu entendo que o minimalismo seja a mais nova ferramenta de autoconhecimento.

De acordo com “Os Minimalistas”, Joshua e Ryan, minimalismo nada mais é do que uma ferramenta para viver com propósito. Mas como? Para os dois a resposta é simples: ao remover todo o excesso que não agrega em nada na sua vida, sejam esses excessos coisas materiais, junk food ou até mesmo relacionamentos tóxicos, sobrará tempo e espaço para aquilo que realmente é valioso para você.

Ao cercar-se apenas das coisas que adora, de bons relacionamentos, de alimentos saudáveis, praticar exercícios regularmente, apostar nas suas paixões, ou seja, ao cuidar de você, você encontrará propósito e significado em sua vida. Não é a toa que o nome do livro deles é: “Minimalism: Life a meaningful life” (Minimalismo: viva uma vida com propósito, em tradução livre).

O autoconhecimento alcançado com a prática minimalista.

Eu cheguei a conclusão que minimalismo é sim uma ferramenta. Uma ferramenta para que você se entenda melhor e se conheça profundamente. Hoje, mais do que nunca, existem várias maneiras para conhecer quem de fato você é. Temos acesso às mais diferentes técnicas escritas em livros ou praticadas em cursos para desvendar esse mistério interior. Além das terapias convencionais, comportamental e psicanálise, há uma imensidão de outras formas para tentar entender quem somos nós.

Nem todas funcionam para todos. Alguns amam a Constelação familiar. Outros preferem cursos de autoconhecimento como o Processo Hoffman da Quadrinidade, ou Eneagrama. Há também mapa astral, hipnose, myers-briggs e as 16 personalidades, horóscopo chinês e seus elementos, viagem astral, meditação, ayurveda e enfim, ferramentas é o que não falta.

Acredito que quanto mais você se conhece, menos irá “gastar” a sua vida com aquilo que não é interessante e não tem valor real para você. Dessa maneira poderá, como dizem os minimalistas, viver uma vida com propósito. Uma vida intensa, uma vida significativa, viver de verdade.

Minimalismo e autoconhecimento: O que é valioso para você?

O que, para você, é a sua joia rara? Aquela que brilha e que ilumina por inteiro? Que faz você sorrir por dentro sem que se dê conta de que está sorrindo? O que te faz feliz de verdade? Nem sempre nós temos essa resposta clara, mas o minimalismo nos ajuda a responder essas e outras questões.

Resumindo o minimalismo: não é apenas sobre coisas, é sobre o que é importante para você. Por isso acredito que seja uma ferramenta de autoconhecimento, é uma nova forma de se descobrir. As coisas materiais são apenas o primeiro passo de uma jornada muito mais profunda. No livro escrito pelos minimalistas, diferentemente do documentário, eles enumeram cinco valores minimalistas para se viver com propósito. São elas: saúde, relacionamentos, paixões, crescimento pessoal e contribuição (para a sociedade, comunidade, mundo…)

Reflexão durante a jornada ao minimalismo.

Quando você resolve mudar o seu estilo de vida e embarcar nessa jornada minimalista, começará a se deparar com situações em que irá refletir sobre quem você é.

Lembre-se de quem você é !

by MUFASA em O Rei Leão

Irá se perguntar em algum momento se tudo aquilo que você possui é o que te define. É claro, irá perceber que a resposta é um gritante: NÃO. E perceberá também o quanto as coisas que você tem estão te usando, e não o inverso. Afinal, quanto mais coisas, mais escravos delas ficamos. Temos uma responsabilidade por cada coisa dentro de nossas casas. Lavar, passar, secar, tirar pó, limpar, mover de lugar para poder limpar outra coisa. Está na hora de voltarmos a usar as coisas, e não deixar que elas nos usem.

A nova escravidão.

Sem que percebamos, estamos nos tornando escravos das nossas coisas. É como a famosa frase de Tyler Durden em clube da luta:

Temos empregos que odiamos, para comprar porcarias que não precisamos.

Tyler Durden, Fight Club (rs, completamente errada essa citação)

Outra frase dele é : “Essa é sua vida, e ela se acaba a cada minuto”. E é isso mesmo. Efêmera vida. Posso até enxergar um filme cyberpunk em que as coisas tem vida própria e nos usam, consumindo nosso tempo como sua fonte de energia. Uma mistura de “A revolução dos bichos” (mas ao invés de bichos, coisas), “Exterminador do Futuro” e “O preço do amanhã”. Uia, vou vender essa ideia, o que acham? hahaha que porcaria.

Voltando à vida real e às reflexões que são trazidas pelo minimalismo. Eu me apaixonei pela ideia minimalista. Hoje cada vez que vou descartar ou comprar algo, são milhares de questionamentos que fazem com que eu me entenda melhor como pessoa e também que fazem com que eu pense em como determinada ação que eu tomar irá afetar o mundo. Mundo este em que eu vivo hoje, e que será o mundo em que nossos filhos viverão.

O auto-cuidado

Enfim, por que queremos ter tantas coisas ? Por que nossas vidas parecem que se resumiram ao que nós temos, ao que podemos comprar e não mais ao que nós somos. Por que não mais cuidamos de nós mesmos? Gastar em cursos de autoconhecimento, em alimentação saudável, orgânicos, exercícios, saúde, terapia, isso é sempre secundário. Mas trocar de carro e celular, fazer cirurgias estéticas, gastar com coisas apenas porque estão em promoção, entre outros exemplos, estão aparentemente na lista de prioridades de muita gente.

Temos tantas formas de nos cuidar atualmente e parece ser sempre tão difícil. Mas acredito que com o minimalismo ganhamos mais uma ferramenta para o autoconhecimento. Cria-se uma nova chance para cuidarmos dos nossos corpos e das nossas mentes.

O dragão chinês em nós

Estamos esquecendo de nós mesmos. Devemos nos tratar como se fossemos um animal sagrado, assim como o dragão chinês. Este é um símbolo de sabedoria, força e poder. Que tenhamos sabedoria para poder fazer nossas escolhas e força para seguir em frente, sempre com flexibilidade e adaptabilidade, mas sem nunca desistir. Horas erramos e horas acertamos, é preciso resiliência. Assim iremos aumentar o nosso poder interno, nosso chi, e teremos a confiança que precisamos para viver uma vida emocionante, com a leveza de um dragão que não tem asas, mas que voa alto rasgando os céus.

2 Comentários

  • Marly Marques

    Que texto fantástico.
    Uma sensibilidade gigante em fazer conexões diversas, complexas e ao mesmo tempo integradas.
    Você torna tudo mais simples com suas palavras tão pontuais dentro de um contexto tão amplo.
    Cada dia mais entendo , graças a você, o sentido de minimalismo.
    Seus textos são profundos e fazem a gente questionar tudo em nossa volta.
    Parabéns . Estou “coladinha” nas suas publicações.
    😊😍😘

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